O Profeta Diário
Edição de setembro · Mundo Bruxo
Castelobruxo: a escola de magia escondida na Amazônia
Por Correspondente na América do Sul
Quem sobrevoa a Floresta Amazônica de vassoura (com a devida autorização, é claro) talvez aviste uma construção dourada que lembra um templo antigo, cercada de vegetação. Para um trouxa, o mesmo lugar parece apenas um amontoado de pedras em ruínas. Trata-se de Castelobruxo, a escola de magia que atende jovens bruxos de toda a América do Sul.
A escola é célebre pela excelência em Herbologia e Magizoologia, o que não surpreende ninguém: poucas salas de aula no mundo têm tantas plantas e criaturas mágicas a poucos passos da janela. Os alunos usam vestes de um verde vibrante, fáceis de reconhecer mesmo à distância.
A proteção do castelo é reforçada por criaturas travessas da mata, as Caiporas, que se divertem pregando peças em quem não deveria estar por perto. Dizem que nenhum trouxa curioso jamais chegou ao portão principal, e que muitos voltaram para casa sem saber explicar por quê.
Castelobruxo mantém programas de intercâmbio com escolas europeias. Os leitores de O Cálice de Fogo se lembrarão de um episódio curioso: Gui Weasley tinha um correspondente numa escola brasileira e, por não ter dinheiro para a viagem de intercâmbio, recebeu do amigo ofendido um chapéu enfeitiçado que encolheu suas orelhas.
Para o Arquivo Bruxo, Castelobruxo tem um lugar especial: é a prova de que a magia também fala português, e de que o Brasil sempre esteve no mapa do mundo bruxo.